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Prefeitos e entidades do setor econômico divergem do novo decreto de Caiado que deve ter pouca adesão

1 mês ago
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A proposta do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), de fechar o comércio de 14 em 14 dias para tentar conter o coronavírus ainda é motivo de muita discussão. As prefeituras – que têm o poder constitucional de deliberar sobre a medida em âmbito municipal e a quem Caiado pediu apoio nesta segunda-feira (29) – ainda divergem sobre a adesão. Já entidades do setor econômico se mostraram radicalmente contra o fechamento.

O G1 contatou várias prefeituras do estado (veja abaixo). Entre os que apoiam e os que são contrários à ideia, a maioria ainda analisa que posição irá tomar.

Goiânia

A Prefeitura de Goiânia informou que deve acompanhar o decreto a ser publicado pelo governo de Goiás, como explicou o prefeito da cidade, Iris Rezende (MDB).

“Toda a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde está voltada para essa situação. Nós estamos acompanhando todas as diretrizes citadas por vossa excelência e assim acompanharemos”, disse.

Aparecida de Goiânia

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia informou, por meio de comunicado, que já trabalha com a abertura intermitente do comércio, dividindo esse revezamento por regiões.

“O Comitê de Enfrentamento ao novo coronavírus em Aparecida mantém as regras atuais de isolamento social intermitente, mas não descarta fazer 14 dias direto de isolamento social. Porém, essa decisão será tomada com base nos dados técnicos-científicos da realidade do município de Aparecida de Goiânia”, explica a nota.

Trindade

O prefeito de Trindade, Jânio Darrot, informou, por meio de sua assessoria, que analisará a situação na terça-feira (30), depois de se reunir com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Vigilância Sanitária e analisar o novo decreto do governo de Goiás. Só então ele deve tomar uma decisão.

Anápolis

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), disse que vai se reunir com autoridades na tarde desta segunda-feira para avaliar que decisão irá tomar sobre a adesão ou não da quarentena intermitente.

Rio Verde

No sudoeste goiano, a prefeitura de Rio Verde disse que vai manter o decreto do município, que já está na terceira semana da estratégia de 14 dias abertos e 14 dias fechados.

Quirinópolis

A prefeitura de Quirinópolis disse ainda não ter uma decisão. No entanto, a administração prepara novo decreto e aguardo também o do governador para definir como agirá.

Santa Helena de Goiás

Já em Santa Helena de Goiás, a prefeitura discute com as administrações de outras cidades da região para definir algo em conjunto.

Itumbiara

A prefeitura de Itumbiara informou que uma reunião acontece nesta tarde para discutir e analisar a proposta feita por Ronaldo Caiado (DEM).

Catalão

O prefeito de Catalão, Adib Elias (Podemos), informou que vai esperar a publicação do decreto estadual para avaliar que posição irá tomar.

Morrinhos

A prefeitura de Morrinhos informou, por meio de seu site oficial, que vai seguir na íntegra as recomendações do governo estadual em relação ao fechamento intermitente do comércio não-essencial.

A partir de quarta-feira (1º), “boa parte das atividades comerciais, além das igrejas e outros segmentos” fecharão as portas até o dia 13 do mesmo mês.

Pirenópolis

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Pirenópolis informou que o município não vai aderir à quarentena intermitente proposta pelo governo estadual.

O poder público informou que a cidade está seguindo à risca todos os protocolos de segurança, mantendo casas de aluguel, hotéis e restaurantes fechados e que, como vem tendo resultados satisfatórios, vai manter o comércio varejista funcionando dentro dos horários já estabelecidos.

Goianésia

O prefeito de Goianésia, Renato de Castro (MDB), disse que a intenção é manter o comércio aberto, mas que vai avaliar a proposta do governador. Uma reunião deve ocorrer na próxima quarta-feira (1º).

“Nossa intenção, por enquanto, ainda é manter nosso comércio [aberto], mas estamos muito atentos e se precisar de fechar, nós vamos fechar”, afirmou.

Castro disse ainda que estuda outras formas alternativas para tentar conter a disseminação do coronavírus. “A permanência do comércio aberto vai ter algumas restrições, de horário ou de quantidade de pessoas. Estamos pensando em decretar um lockdown completo nos domingos a partir do meio dia até as 6h da manhã de segunda”.

Caldas Novas

O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, participa de reunião na tarde desta segunda-feira (29) para avaliar as medidas do governo sobre o fechamento do comércio.

O encontro tem a participação de João Pena, prefeito de Rio Quente, cidade vizinha também conhecida pelo forte turismo. Assim que concluída a reunião, eles pretendem divulgar um parecer conjunto sobre a decisão tomada.

Entidades comerciais reclamam

Associação da 44

Com o anúncio do governador, a Região da 44, que estava com reabertura agendada para terça-feira (30), pode não ter autorização para funcionar.

A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) emitiu uma nota dizendo que “recebe com indignação a informação da possibilidade de não haver a reabertura da região”.

Segundo o comunicado, os micro e pequenos empreendedores não conseguem mais manter as portas fechadas por estarem enfrentando dificuldades financeiras. “Empregos já estão sendo perdidos, famílias que dependem da cadeia econômica movimentada pelo polo comercial já passam fome”.

“Vale lembrar que ao longo da última semana os empreendimentos e lojas da 44 se mobilizaram, reconvocaram colaboradores, procederam a assepsia dos estabelecimentos, investiram pesado em insumos e equipamentos que garantam o atendimento às medidas sanitárias previstas no decreto e preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde”, detalha a nota.

Acieg

Rubens Filetti, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), afirmou que a instituição não concorda com a medida proposta pelo governo e sente que o setor produtivo não foi ouvido. De acordo com ele, a experiência de fechamento sem outras medidas se provou ineficaz.

“Deveríamos estar falando de campanhas de isolamento social, conscientização, tratamento precoce e o que faremos com a informalidade”, sugeriu.

Fecomércio

Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi, avaliou que a proposta apresentada pelo governo de Goiás deve gerar desemprego e colapso das empresas goianas. Ele propõe outra forma de regime.

“Paralisaria períodos curtos: como finais de semana, e assim seriam ações que teriam menor contaminação. Esse é o sacrifício do empresariado, mas o empresariado precisa ser salvo neste momento”, afirmou.

O presidente também pediu ajuda do poder público para que os empresários tenham apoio para se manter durante a pandemia.

“Queremos pedir que prorrogue vencimento dos impostos, conceda anistias, que não cobre IPTU dos imóveis fechados nesses dias, que não cobre IPVA dos carros que não irão trabalhar entregando mercadorias, que não cobre ICMS sobre mercadorias que não foram vendidas”, detalhou.

Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás informa que os lojistas de Goiânia e do interior “estão orientados neste momento a manter os estabelecimentos abertos, conforme as regras das prefeituras, e adotando as medidas de prevenção ao contágio do novo coronavírus. A federação aguarda a publicação do decreto estadual para analisar seu conteúdo e tomar a devidas providências”.

Sindilojas-GO

O Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás afirmou que “acompanha com atenção a possível publicação do decreto estadual para fechamento intermitente do comércio nos municípios, com intervalos de 14 dias” e que “acredita que a paralisação da economia trará consequências ainda mais danosas nesta pandemia da Covid-19”.

Fonte: G1

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